8 tendências sobre as moedas digitais

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Em uma indústria tão incipiente como a de criptomoedas, poucas são as fontes confiáveis de informação e estatísticas que podem servir para balizar estudos mais aprofundados sobre as tendências das moedas digitais.

Contudo, na semana passada, a Ecurex, uma plataforma suiça de finanças digitais para traders e instituições financeiras, publicou um estudo intitulado “Moedas digitais: princípios, tendências, oportunidades e riscos” sobre a indústria de criptomoedas. Com 110 páginas, o documento levou dois anos para ficar pronto. Encabeçado por Paolo Tasca, um economista do Deutsche Bundesbank e também fundador da Ecurex, o report traz dados muito interessantes sobre o mercado das moedas digitais.

Confira abaixo os principais destaques do estudo, que pode ser baixado aqui.

1) O valor médio de uma transação feita com bitcoins é maior que em qualquer outra rede de pagamento. De 2011 a 2015, o valor médio por transação (em US$) constantemente cresceu e permaneceu maior que o valor médio das transações da Visa, Mastercard, Discover ou Western Union. Apesar de o bitcoin estar se aproximando do volume de transações dessas grandes redes de pagamento, o volume diário de transações com bitcoins é o mais baixo dentre todos e gira em torno de US$ 50 milhões, bem longe dos R$20 bilhões movimentados por dia pela Visa.

2) A moeda bitcoin continua preponderante no mercado de moedas digitais, que inclui mais de 500 diferentes moedas. Até metade de 2014, ela dominava 95% do mercado. Desde então, o protocolo Ripple cresceu fortemente e hoje detém 10% do volume total do mercado. Na média, a força do bitcoin diminuiu comparado a outras criptomoedas, mas ainda permanece como a mais importante.

3) A China é o país que figura com a maior quantidade de medalhas de ouro quando o assunto é bitcoin. O país asiático possui o mais número de clientes ativos de bitcoin, a maior capacidade de mineração de bitcoin do mundo, com mais de 50% deste mercado e também possui o maior volume de transferências de bitcoin realizadas via plataformas de negociação eletrônicas. Desde 2014, transaciona-se três vezes mais bitcoins em yuans, a moeda da china, que em dólares americanos, com picos que chegam a 4 milhões de bitcoins negociados por semana a partir da moeda chinesa.

4) O crescimento anual de investimentos nas startups de bitcoin atingiu incríveis 150% nos últimos três anos, com quase US$ 1 bilhão injetado no mercado de bitcoins. A tendência da entrada de capitais em empresas relacionadas à tecnologia começou no início de 2012. O setor de mineração e pagamentos internacionais foram os principais responsáveis por esse forte aumento de capitais de investidores.

5) Em janeiro de 2015, o volume de bitcoins transacionados em plataformas eletrônicas de negociação alcançou 50% do número total de bitcoins já minerados desde os primórdios da tecnologia. Desde então, o volume de bitcoins negociados eletronicamente permaneceu estável acima do total das transações feitas diretamente entre os usários.

6) Durante 2014, os custos de transação com moedas digitais caiu significativamente. Ao longo do ano, a taxa média por bitcoin transacionado decresceu de US$ 0.20 para US$ 0.10 centavos.

7) No ano passado, também pôde ser percebido um número menor de oportunidades com arbitragem comparado a anos anteriores. Na prática, o mercado de moedas digitais está ficando mais eficiente. Desde 2011, a volatilidade do bitcoin está constantemente caindo. Além disso, a probabilidade e intensidade das oportunidades de arbitragem caíram drasticamente para menos de 1%.

8) A indústria de mineração está se consolidando como um oligopólio. O mercado atual está sendo controlado por cinco dos sete maiores pools de mineração. De 2013 a 2015, os 10 maiores pools de mineração correspondiam de 70% a 80% de todo o mercado.

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