Análise do mercado: Keep calm and HOLD!

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Após o ataque hacker que drenou quase 120 mil bitcoins da corretora Bitfinex, o preço do bitcoin despencou cerca de US$ 100 em questões de minutos, mas rapidamente se recuperou e encontrou suporte nos últimos dias ao redor dos US$ 590 no mercado internacional.

No Brasil, a cotação abriu a semana em R$ 1950 e veio caindo até atingir a casa dos R$ 1800, nesta sexta-feira. Por aqui a pressão baixista do câmbio com o fortalecimento do real frente ao dólar é o principal vetor de volatilidade.

O mercado aguarda novos acontecimento para que as cotações voltem testar novas máximas, contudo a análise técnica de longo prazo segue indicando que, mesmo após o caso Bitifinex e o enorme efeito negativo para o mercado, o canal de tendência de alta do preço do bitcoin continua em aberto.

Mantidos esses indicadores, a tendência é a cotação ganhar impulso para testar patamares por volta dos US$ 780. Um bom ponto de entrada para posições long seria por volta dos US$ 560 – US$ 580, com um stop loss em US$ 550.

O grande fator de influência para o preço segue sendo o desdobramento do caso da Bitfinex. Os clientes da corretora de Hong Kong estão divididos em relação qual a melhor estratégia para recuperar os recursos perdidos com o incidente.

A proposta da Bitfinex para cobrir o prejuízo de cerca de US$ 70 milhões foi confiscar 36% de todos os saldos dos usuários para cobrir as perdas. Em troca, ela ofereceu um token denominado de BFX, que servirá para repagar os clientes, conforme a operação for acumulando taxas de transação.

Muitos clientes já consultaram advogados para saber quais ações legais podem ser tomadas para tentar recuperar parte dos fundos.

Enquanto isso, outros usuários acreditam que a solução proposta pela Bitfinex é a que apresenta as maiores chances de gerar algum resultado para recuperar o prejuízo e evitar altos custos com processos legais.

A ausência de um arcabouço regulatório para as moedas digitais, faz com que ações na justiça se arrastem por anos e com alto grau de incerteza em relação a compensação dos prejuízos dos usuários.

Prova disso é o caso da corretora japonesa Mt. Gox, que em 2013 sofreu um ataque e perdeu US$ 480 milhões dos usuários. O caso foi amplamente judicializado e até o momento ninguém conseguiu recuperar um centavo sequer. No Brasil temos o caso BitcoinRain, originado também em 2013 e até hoje sem uma decisão judicial definitiva.

Na próxima semana, iremos dedicar um post exclusivo para avaliar os prós e contras entre o litígio jurídico e a opção pouco ortodoxa do token BFX.

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