Análise do mercado: o Dragão acordou

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Depois de um período de bastante estabilidade no preço do bitcoin, a moeda digital disparou nos últimos quatro dias, chegando a subir mais de US$ 50 na semana. O bitcoin finalmente conseguiu sair do marasmo que se encontrava ao redor dos US$ 570 e chegou a testar os US$ 630 no mercado internacional.

O desafio agora é manter o apetite dos compradores e sustentar o volume. Caso essas condições sejam alcançadas, temos os elementos para projetar um rally até os US$ 800 nas próximas semanas.

No Brasil, a moeda está sendo negociada ao redor dos R$ 2030, uma alta de praticamente R$ 130 em relação à cotação do início da última semana, segundo o Bitvalor.com.

A alta no preço do bitcoin parece estar relacionada com os desdobramentos da última reunião do G-20, que ocorreu na China. Durante o encontro, tanto a China quanto os Estados Unidos, preferiram não falar da guerra cambial que está em jogo atualmente.

Em um comunicado assinado por ambos países, eles afirmaram que a China continuará em uma transição ordenada para uma taxa de câmbio determinada pelo mercado e que para o país asiático não há base para uma depreciação sustentada do yuan.

Com a China se abstendo de tomar medidas drásticas para corrigir a tendência de queda da economia do país, a expectativa é que o yuan continue perdendo valor frente ao dólar. Por isso, os chineses continuarão buscando ativos como bitcoin para preservar o valor de suas poupanças e também para investir em outros ativos fora de seu país.

A desvalorização da moeda chinesa é um forte fator que pressiona a demanda por bitcoins no país e muita vezes obriga os investidores a pagarem preços acima daqueles negociados em outros mercados, como o norte-americano e o europeu.

A China, apesar da falta de clareza regulatória em relação aos ativos digitais, continua sendo o principal mercado de criptomoedas do mundo. As corretoras com os maiores volumes de negociação estão na China, assim como a maioria do poder de mineração do bitcoin.

Na OKCoin, a maior corretora chinesa de bitcoins, o volume de negociações nos últimos sete dias foi muito elevado.

 
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Enquanto isso, a economia dos Estados Unidos pode estar a caminho de uma outra recessão em breve. Pouco mais de sete anos depois da última grande recessão, vários indicadores econômicos apontam para uma desaceleração no futuro próximo. O investimento caiu em praticamente todos os setores. Isso geralmente é um forte indicativo que uma recessão se aproxima e faz os investidores serem mais cautelosos.

Em um relatório, analistas do Citigroup apontam uma eventual vitória de Donald Trump como um evento catalisador de uma recessão de ordem global devido ao crescimento das incertezas.

Não podemos deixar de destacar a chance de recessão também na zona do euro e na Ásia. Os bancos centrais estão sofrendo devido a suas políticas de juro negativo, em países como Japão, Suécia e Suíça. Neste cenário, o bitcoin surge como um ativo salvador, uma resposta aos problemas financeiros que algumas economias estão fadadas a enfrentar.

A possibilidade de o preço do bitcoin cair novamente não deve ser totalmente descartada e devemos ficar alerta. Contudo, aparentemente, se o mercado entrar em tendência de baixa, dificilmente veremos o preço cair abaixo dos US$ 560.

 

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