Saiba mais sobre a audiência pública sobre bitcoin na Câmara dos Deputados

rocelo
Na manhã da última quinta-feira, dia 19 de novembro, a Câmara dos Deputados realizou uma audiência pública para debater a tecnologia Bitcoin. Pela primeira vez na história, os parlamentares brasileiros se dispuseram a tentar entender melhor do se que trata esta inovação.

Representando o mercado brasileiro de bitcoins, o chairman da CoinBR, Rocelo Lopes, participou da reunião e expôs a necessidade de aprofundar as discussões sobre a regulação desta incipiente indústria.

Falando para alguns deputados que compareceram à reunião da Comissão de Finanças e Tributação da casa, Rocelo explicou que a moeda digital vem sendo utilizada de forma crescente para a troca de mercadorias e serviços no mundo todo.

O executivo pediu aos parlamentares e aos representantes das instituições presentes na audiência, como o Banco Central, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que se unam às empresas de bitcoin para desenhar o caminho a ser percorrido por essa indústria que já movimenta milhões de reais todo mês no Brasil.

“Eu acho que vale muito a pena a gente estudar e entender que é uma tecnologia nova e que vai ajudar em ene possibilidades, inclusive no setor financeiro. A tecnologia tem que ser estudada. Ela tem, sim, que ser controlada. A gente não pode deixar de forma aberta uma tecnologia com um potencial tão grande”, disse Rocelo.

Ele também clamou para que não se proíba o mercado no Brasil, referindo-se às notícias no âmbito internacional que dão conta que a moeda é utilizada para fins criminosos. “O dólar e o diamante também são usados para essas finalidades e continua-se imprimindo mais dólar. O bitcoin tem que ser monitorado, sim, mas com cautela”, afirmou.

Rocelo citou o cuidado das corretoras brasileiras na hora de vender ou comprar bitcoins como sendo uma ação conjunta com a finalidade de evitar que crimes sejam cometidos utilizando-se a moeda. “A gente tem que ouvir o que as empresas de bitcoins têm a dizer. Hoje, 90% das transações no Brasil são feitas por empresas que tem CNPJ, escritório etc. Ninguém consegue comprar um bitcoin sem apresentar o CPF, RG e comprovante de residência”, reforçou o fundador da Coinbr.

Aceitando as sugestões de Rocelo, a presidente da comissão, a deputada Soraya Santos (PMDB-RJ) afirmou que não dá para regular um assunto que ainda se tem pouco conhecimento. Ela pediu ao relator da audiência, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que conversasse com outros deputados e que se aprofundasse no estudo do tema para gerar um relatório que servirá como base para as próximas audiências públicas sobre o tema Bitcoin.

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2 comentários
  • Eles querem é descobrir uma maneira de como arrancar impostos sobre as cryptomoedas… Duvido que no senado não tenha uma grande maioria de deputados utilizando bitcoins em suas inúmeras falcatruas…